Por uma abordagem não medicalizante nem patologizante da educação

No dia 16 de maio, a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto acolhe o seminário ‘Por uma abordagem não medicalizante nem patologizante da educação’, integrado no Circulo de estudos e intervenção na medicalização da educação.

Enquadrada no conjunto de preocupações da FPCEUP, em relação aos problemas que atravessam o campo educativo, a formação do “Círculo de Estudos e Intervenção na Medicalização da Educação”, sediado nesta Faculdade, decorre de inquietações que se avolumam hoje com o retorno e afirmação de uma visão biologicista e geneticista da educação, iludindo as dificuldades em responder educativamente às exigências de uma escola democrática, em que a ação coletiva seja vivida como projeto de transformação.

Rótulos e etiquetas, mascarados de diagnósticos, vêm justificando o abuso de soluções medicamentosas. É alarmante o número de crianças e adolescentes medicados por “distúrbios do déficit de atenção com hiperatividade”, por “distúrbios por oposição desafiadora”, o famoso TOD, e tantos outros. Problemas de diferentes ordens, são apresentados como “doenças”, “transtornos”, “distúrbios” ao mesmo tempo que se escamoteiam as grandes questões políticas, sociais, culturais, afetivas que afligem a vida das pessoas.

Na sequência da sua atividade, depois da divulgação do Manifesto sob o mesmo tema deste Seminário ( http://educationmedicalisation.blogspot.pt/), assinado e comentado internacionalmente, o Círculo de Estudos promove este Seminário na intenção de alargar o debate interdisciplinar e a tomada de consciência dos problemas envolvidos, a todos quantos partilham dessas preocupações – pais, psicólogos, profissionais da educação e da saúde.

A organização deste evento tem a colaboração do IPFP – Instituto Paulo Freire de Portugal, do CIIE – Centro de Investigação e Intervenção Educativas, do PDP – Programa Doutoral em Psicologia, do PDCE – Programa Doutoral em Ciências da Educação, do MCED – Mestrado em Ciências da Educação e do MIP – Mestrado em Psicologia.

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