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Nós Educadores e Artistas, Sonhadores Que Somos!

Neusa Maria da Rocha Ribeiro.  Professora de Teatro, Graduada em Arte Dramática. DAD/UFRGS. Educadora da Rede Municipal de Porto Alegre, RS.

Sem dúvida, hoje mais que nunca a educação e a cultura estão amalgamadas às discussões que envolvem a construção dos saberes para a criação de um outro ser humano. É impossível não discutir esta temática, principalmente porque ela é ponto essencial da resistência às forças retrógradas que vêm nos impedindo de avançar verdadeiramente na direção de um projeto mais inclusivo de sociedade.

O Fórum Mundial de Educação apresenta-se desde o seu surgimento como um evento singular, cujos atores imprimiram no ato de dialogar sobre o tema da educação uma importância ainda não dimensionada no tempo e no espaço. Através do Fórum diversas culturas e expressões pedagógicas puderam ter  visibilidade e acolhimento.

A revista Almanaque, ao registrar todo este processo de reflexão dos diferentes saberes, torna as valiosas discussões e reflexões do Fórum Mundial de Educação, um bem atemporal que nos faz lembrar a todo o momento que hoje a verdadeira revolução está muito vinculada ao plano digital e às novas tecnologias que levarão o ser humano a atingir esferas jamais imaginadas.

Com certeza, a resposta o futuro nos dirá, contudo tudo indica que sim. O ser humano tornar-se-á um super-humano, dotado de acessórios tecnológicos que o tornará menos limitado a sua condição física. Alguns filósofos afirmam que este momento que estamos passando faz parte de uma singularidade tecnológica que seria um evento histórico de importância semelhante ao aparecimento da inteligência humana na Terra e que definitivamente será a quarta revolução industrial.

O novo ser humano vem sendo projetado para um futuro não muito distante, porém ainda é necessário que possamos lidar com as emoções infantilizadas e medrosas que alimentamos sobre o uso das tecnologias. Ao contrário de sermos substituídos por robôs, existem muito mais chances de que a máquina migre para dentro do corpo humano numa simbiose de super-homem, ao estilo preconizado por Nietzsche, onde ele vê um homem que inventa a si mesmo ao invés de aceitar um modelo preestabelecido e que tem coragem suficiente de lidar com o conflito inerente às escolhas, dominando o maior medo de todos: o da Morte.

Acredito que as novas gerações vão olhar para trás e pensar como éramos limitados aos nossos corpos de carne e isto devido à tamanha revolução tecnológica que irá ocorrer, minimizando toda e qualquer limitação física e cognitivas que alguém possa sofrer, seja de ordem congênita ou devido a acidentes.

O uso dos computadores e das máquinas nos aponta a liberdade que é algo como a realização de um grande sonho dos educadores e artistas, principalmente no que toca as crianças e jovens com deficiências cognitivas e motoras que não podem desenvolver o seu potencial criativo por uma limitação física, congênita ou adquirida. As tecnologias são uma grande promessa de liberdade para quem está prisioneiro de uma condição física precária ou imobilizante. Por isso, quero ajudar a debater sobre esta promessa de uma humanidade dotada de liberdade de ir e vir, dotada de próteses diversas e tecnologia avançada que permitirá vivermos sem medo de sermos livres e felizes.

A importância do tema não se restringe apenas a felicidade ou a liberdade humana, mas também a hipótese de que a simbiose ser humano-máquina nos poderá nos trazer a fonte da juventude nos tornando uma espécie mais forte, uma super geração “Galatéia”[1] oposta a uma vulnerável geração “Adâmica”[2] ou mesmo um super homem, na perspectiva do filósofo Friedrich Nietzsche.[3] Será que somos predestinados à criação de uma nova espécie, pós-humana?

Tudo indica que o sujeito pós-humano surgirá ainda neste milênio. A geração “Galatéia”, inspirada no mito grego[4] de mesmo nome, será criada dentro deste horizonte de eventos da singularidade tecnológica, fenômeno sócio-histórico que estamos presenciando neste momento como uma tempestade a se formar no céu azul do destino humano, onde máquina e corpo biológico serão um só.

A civilização humana desde os tempos da antiguidade foi impulsionada por um conjunto impressionante de inventos criados, ora pela necessidade, ora por um ideal estético, moral ou religioso. O Século XXI apresenta uma revolução informacional, também denominada de cultura telemática[5], que podemos conceituar como a soma da informática e das mídias de comunicação que geram outros produtos, a exemplo as plataformas digitais e a Internet.

A vida humana como conhecemos hoje é formada de uma trama de aspectos reais e virtuais, sendo que a maior parte da matéria- prima vem da cibercultura que é formada a partir de uma rede de conexões telemáticas. O termo cibercultura foi cunhado por Pierre Levy[6], no início da década de 90, final do Séc. XX e caracteriza-se por ser um fenômeno técnico e digital de caráter social e cultural.  O estudo da cibercultura possibilita um aprendizado do que esta plataforma traz de imediato a Educação e as instituições Educacionais responsáveis diretas pelo ensino formal.

As tecnologias digitais demandam acessórios e aparatos que desencadeiam uma série de inventos de aparelhos digitais cada vez mais sofisticados, e portáteis, e miniaturizados, que, por sua vez, tornam-se populares e  convertem-se em bens de consumo de massa (Rüdigen,11, 2011).

Neste contexto, criaram-se outras maneiras de viver e pensar esta interação entre humanos e máquinas. Segundo, Levy (1998) a relação entre homem e trabalho é fruto da contínua metamorfose de dispositivos informacionais, que por sua vez em escala menor vão se tornando parte quase orgânica do ser. Contudo, não podemos esquecer que o princípio ético é fundamental para a educação e esta é essencial para o processo de desenvolvimento de uma política de inclusão social e de movimentos referentes a cultura da paz e de popularização das diferentes tecnologias.

A ética humana nos possibilitará a aplicação real da declaração dos direitos humanos em igualdade de oportunidades independente de raça, gênero ou cultura.  A educação e a reflexão ética das nossas relações são a base sólida da revolução social. Ao contrário disso estaremos condenados a uma medida restritiva do conceito de liberdade e participação social imposta por um programa excludente e elitista. Mas, com certeza, um dos antídotos a estas forças retrógradas é a contínua formação dos educadores e a circulação da informação e dos saberes na crença de que os “outros” são o  potencial vivo da transformação da barbárie em civilidade criativa e de superação humana.

O mundo sempre é construído com os outros e com o contexto circundante, cada ação é singular a partir da visão única de cada pessoa e ao mesmo tempo universal, pois comunga de uma da mesma cultura, seja global ou local. É claro que esta relação nem sempre é tranquila, há tensões, contradições, conflitos que tornam as conquistas humanas algo maior de ser saboreado.

            A construção do sentido ético da vida é cosmogênico; tanto sim-bólico quanto dia-bólico, Leonardo Boff sinaliza sobre esta contradição humana, o seguinte:

 “A mesma polarização dia-bólica/simbólico encontramos no ser humano. Ele é simultaneamente sapiens e demens. É portador de inteligência, de amortização, de propósito. E ao mesmo tempo mostra demência excesso, violência e impiedade.” (O despertar da águia, p.16

A evolução é um processo que sempre andou de mãos dadas com a educação e arte. As expressões artísticas harmoniosas, como a observada na obra de Leonardo Da Vinci, equilibram a balança da vida; é o que Boff denomina de simbólico; o lema é “a vida vivifica a vida” (p.15); ou expressões caóticas, como a obra de Vincent Van Gogh, que reflete as convulsões da alma, a dor, a demência, cujo lema, nessa linha de pensamento do diabólico, é: “a tua morte é a minha vida”. Algo tem que morrer para que algo possa nascer. Como diz o texto da declaração de Nuremberg, não se faz nada impunemente, a responsabilidade é pessoal e intransferível.

No Brasil, neste momento pós-golpe, onde a nossa democracia foi contida num estado rarefeito de quase suspensão, verdadeiramente algo está morrendo em nossa sociedade para que outra forma possa nascer e, neste processo, a nossa responsabilidade como educadores é pessoal e intransferível. Nenhum representante das forças retrógradas que articularam esta “burrada histórica”, que foi o golpe parlamentar em nossa Pátria, vai responsabilizar-se por construir a Nação Brasileira que tanto sonhamos ver nascer neste novo milênio.  A Educação, a arte, as novas tecnologias e a cultura local, certamente nos apontam um caminho, só nos resta continuar andando, respirando e sonhando com um mundo sustentável e mais oxigenado. Vamos em frente, porque é pra frente que a vida anda e com certeza a Educação, mais que um fenômeno epistemológico, é o motor dinâmico da singular virada humana que almejamos alcançar nas próximas décadas neste planeta.

Porto Alegre, RS, 02 de Setembro de 2017.

[1]             “Galatéia” é uma escultura de mulher  perfeita criada pelo escultor Pigmalião, rei de Chipre. O mito  foi utilizado pela primeira vez, aparentemente, por Jean-Jacques Rousseu (1712/1778) no drama musical Pygmalion, de 1762;

[2]             “Adâmica” é a geração descendente de Adão, o primeiro humano que gera os povos da Terra numa perspectiva bíblica, de origem judaico-cristã;

[3]             Friedrich Nietzsche  – (Röcken1844 — Weimar1900),  foi um influente filósofo alemão do século XIX;

[4]             Mito Grego: Pigmalião, de Chipre, era um hábil escultor e  dedicava  todo o seu tempo livre a talhar; e, como não era insensível à beleza feminina, esculpiu uma figura feminina em marfim, usando habilidades requintadas. Era a mulher ideal para fazer-lhe companhia. A figura esculpida era de uma beleza tão grande e parecia tão viva, que Pigmalião apaixonou-se por sua criação. A deusa Afrodite, apiedando-se dele transformou a estátua numa mulher de carne e osso e a nomeou de Galatéia.

[5]             Telemática foi um termo criado em Janeiro de 1978, por Simon Nora e Alain Minc, no relatório-livro intitulado “L’informatisation de la Societe” (A Informatização da Sociedade), encomendado pelo presidente da França, Valery Giscard d’Estaing, em 1976, para detalhar e dimensionar o impacto que a informática teria na sociedade do futuro.

[6]             Pierre Lévy  é um filósofo da informação que se ocupa em estudar as interações entre a Internet e a sociedade.

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