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Freire e a Educação na Guiné-Bissau

Guiné-Bissau, país localizado na costa ocidental do continente africano, foi colonizado pelos portugueses no fim do século XIX. O país permaneceu como colônia até 1974, tendo sua independência marcada por fortes combates entre guineeses e colonizadores. Em 1975, o Presidente Luís de Almeida Cabral, irmão de Amílcar Cabral, convidou Paulo Freire, por meio do Comissariado de Educação, para discutir as bases da colaboração freiriana para o Programa Nacional de Alfabetização da Guiné-Bissau, principalmente no campo da alfabetização de jovens e adultos.

Para Paulo Freire, a ajuda ao país, recentemente independente, deveria ser real e feita por militantes, não educadores “frios” e “objetivos”. Primeiramente, a ajuda real, autêntica, é aquela “em cuja prática os que nela se envolvem se ajudam mutuamente, crescendo juntos no esforço comum de conhecer a realidade que buscam transformar. Somente numa tal prática, em que os que ajudam e os que são ajudados se ajudam simultaneamente, é que o ato de ajudar não se distorce em dominação do que ajuda sobre quem é ajudado.”, relatou o educador no livro “Cartas à Guiné-Bissau: registro de uma experiência em processo”. Era importante olhar para o contexto guineense da década de 70. A Guerra de Libertação, a expulsão dos portugueses, os processos de constituição de um país independente tinham feito com que a população que lá habitava, mesmo com um alto índice de analfabetismo, por volta de 90%, fosse extremamente politizada. Assim, era uma preocupação constante de Freire que sua assessoria para a construção do Programa Nacional de Alfabetização guineense não caracterizasse uma colonização de mentes. As reuniões e visitas à Guiné tiveram sempre um caráter de cooperação mútua, para que educadores/as e educandos/as aprendessem uns com os outros. Daí a escolha de Paulo Freire por educadores que fossem ‘militantes’ e não ‘frios’ e ‘objetivos’. Os educadores, se fossem revolucionários, necessitavam ter uma prática também revolucionária.

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