Prevenindo a violência nas escolas

Por Marcos Rolim  Extraclasse

Nos primeiros dias após o massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil no município de Suzano (SP), muitas escolas receberam ameaças de pretensos atiradores. No RS, a Polícia Civil registrou várias dessas ameaças. A apreensão dos pais e das comunidades cresceu muito, como era de se esperar

É preciso discutir o tema tendo presente as evidências produzidas por estudos científicos, o que também ajudará a reduzir o medo. Massacres em escolas são, afinal, eventos raros. Mesmo nos EUA, que acumulam vários casos, o risco é baixo. Em 10 anos, entre 1996 e 2006, 207 estudantes foram mortos em escolas norte-americanas, uma média de 21 homicídios por ano. Há 125 mil escolas de ensino fundamental e médio nos EUA, o que significa que o risco por escola é o de um homicídio a cada seis mil anos. Um ano após o massacre de Columbine (1999), 71% dos pais norte-americanos manifestavam grande preocupação com a segurança de seus filhos nas escolas. No ano do massacre, 17 estudantes foram mortos nas escolas daquele país, o que é horrível e inaceitável, mas, nesse mesmo período, mais de 2,5 mil jovens foram mortos nas ruas e mais de 9,7 mil morreram em acidentes nos EUA.

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