Direitos Humanos em Debate

De abril até dezembro, na Faculdade de Educação ocorreram eventos relacionados aos Direitos Humanos. Trata-se da ação de extensão “Direitos Humanos em Debate” . Para conferir os temas que abordados, acesse:

www.ufrgs.br/faced/direitoshumanosemdebate

Seguem os links para os vídeos das conferências sobre Direitos Humanos que ocorreram na FACED ao longo do ano de 2018.

1- Educação para os direitos humanos, interculturalidade e povos indígenas
2- Educação em direitos humanos: liberdade de ensinar e direito de aprender
3- Direitos humanos, educação e(m) saúde
4- X encontro nacional perspectivas do ensino de história e xxiii jornada de ensino de história e educação
5- Educação, democracia e justiça social: pesquisar para quê?
6- A educação em direitos humanos na socioeducação
7- Educação em direitos humanos e a laicidade em educação
8- Direito à cidade, juventudes e gênero
9- Relações étnico-raciais, gênero e sexualidade e(m) direitos humanos
10- Direitos humanos: cenário e perspectivas em um brasil ex-posto

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Quais os riscos de tratar meninas como princesas e meninos como príncipes?

A declaração da pastora Damares Alves, futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, surgiu como uma possível resposta aos abusos sexuais a que meninas e mulheres são acometidas no Brasil. Ela colocou que as mulheres têm que ser cuidadas desde a infância e também na escola como forma de combater os casos. [a futura ministra revelou que sofreu abusos de dois pastores durante a infância].

Pesquisadoras em gênero e educação reconhecem a importância do tema, mas questionam os exemplos dados por Damares, que conformam meninas e meninos como príncipes e princesas e orientam que as escolas os tratem de maneira diferente.

Para a doutora em Educação pela USP e coordenadora da Ação Educativa, Denise Carreira, ao tomar como referência o imaginário tradicional de príncipes e princesas para tratar meninas e meninos, a futura ministra retoma uma cultura tradicional de gênero, “essa que historicamente pensou e delimitou o lugar das mulheres como o da fragilidade, da passividade, o lugar de quem cuida, das emoções, e o dos homens como o lugar da força, da racionalidade, do ser ativo, do desbravador”, avalia.

Ela critica a visão conservadora do papel das meninas e meninos na sociedade e reconhece uma mudança em fluxo, muito por conta das lutas feministas. “Hoje, até nos desenhos infantis temos princesas que questionam essa dicotomia, esse lugar tradicional de gênero. Elas são guerreiras, cientistas, desbravadoras, ou seja, não se conformam mais nesse lugar conservador.

A pesquisadora e professora da Faculdade de Educação da UFMG, Adla Betsaida Martins, pós-doutora em metodologia de ensino, gênero e direitos humanos, também questiona o teor de fábula na declaração da futura ministra. “Estamos falando de direitos humanos, não podemos levar isso para o campo da fábula. Essa visão de que meninas são princesas reforça o estereótipo de que, nós, mulheres, somos fracas, inferiores e precisamos ser protegidas. Precisamos de leis e direitos iguais, entendendo que somos diferentes dos homens, mas também de outras mulheres. O que não podemos é ter oportunidades desiguais”, atesta.

Nesse sentido, a professora da UFABC Arlene Martinez Ricoldi, doutora em sociologia pela USP, aborda a necessidade das escolas garantirem espaço para a pluralidade. “Elas têm que estar abertas a diversos credos, formatos de famílias, valores morais, sempre com um limite ético que leve à reflexão sobre o que queremos reproduzir e sedimentar nas crianças”.

Para as pesquisadoras, isso é fundamental para que as crianças entendam que há várias feminilidades e masculinidades, o que significa que meninas e meninos podem e devem ocupar outros lugares na sociedade. “Queremos reafirmar, cada vez mais, a possibilidade de que homens e mulheres assumam seu lugar de ser humano mais pleno em suas diferentes dimensões”, aponta Carreira.

O risco de acomodar meninas e meninos em papeis delimitados é o de desperdiçar diversos potenciais, como aponta Adla. “Não teríamos mulheres atuando em áreas científicas e tecnológicas, nem homens sendo reconhecidos nas áreas das Linguagens e Artes”, exemplifica. Ela ainda explica que a ausência dessa formação mais ampla desde a infância pode acarretar inúmeras perdas pessoais na vida adulta. “No caso das mulheres, é perpetuar a condição de que tenham profissões menos valorizadas, com salários menores, baixa empregabilidade e não ocupem cargos de poder”, sentencia.

Uma questão de gênero

Segundo as entrevistadas, há também uma dimensão política na fala da futura ministra que deve ser acompanhada de perto. “Nem todo mundo entende o feminino e o masculino da origem religiosa dela, é precisar dar conta de muitas identidades do ponto de vista dos Direitos Humanos. Há pessoas de outras religiões, ou até que não tem religião, que não veem homens e mulheres de uma forma como ela tem colocado”, observa Adla. “Para ser ministra, ela não pode impor sua fé ou visão de mundo ou impedir que famílias eduquem seus filhos de maneiras diferentes do que ela traz em seus valores”.

Damares Alves é abertamente adepta da falsa ideia da ideologia de gênero, pauta que distorce os estudos de gênero numa perspectiva igualitária para meninas e meninos, e que foi capturada por movimentos políticos que tentam não só criminalizar a atuação de professores, mas também gerar um pânico moral nas famílias, caso do Escola sem Partido.

“É preciso ter claro que gênero não é só sexualidade. Trabalhar essas questões é abordar planejamento familiar, atuar na  prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, orientar meninas e meninos para que tenham uma vida sexual segura, e também para que saibam reconhecer potenciais casos de abuso”, coloca Adla Martins.

Motivos para isso, não faltam: segundo o Atlas da Violência 2018, as crianças são as maiores vítimas de estupro no Brasil, o tipo mais grave de abuso sexual, que ainda compreende outros atos de violação sexual em que não há consentimento da outra parte, como carícias indesejadas e sexo oral forçado.

Dados do estudo, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que 50,9% dos casos de estupro registrados em 2016 foram cometidos contra menores de 13 anos de idade; 30% dos casos foram praticados por conhecidos e amigos da família; pais e padrastos se responsabilizam por 12% dos crimes.

Adla fala sobre a necessidade de se garantir liberdade aos professores para que atuem nesse sentido, já que muitas vezes eles são as figuras a quem crianças e adolescentes recorrem nesses casos, e também que as escolas se aproximem das famílias no sentido de explicar o que vai ser trabalhado e a importância dessas questões.

Denise Carreira reitera o que espera da ministra: “considerando suas manifestações públicas contrárias às desigualdades salariais entre homens e mulheres, e reiterando a necessidade de o Brasil superar esse quadro profundo e destrutivo de violência de gênero, esperamos que ela se coloque como guardiã da legislação, da lei Maria da Penha e dos planos nacionais de políticas para as mulheres. Temos lá o que há de mais avançado pra gente articular e construir uma sociedade onde haja de fato o respeito, a possibilidade que meninas e mulheres cresçam em ambientes de respeito e que valorizem as suas potencialidades”, observa.

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La Carta CEAAL num.599

  • Paulo Freire patrono de la Educación en Brasil: no quedarnos calladxs y vencer el miedo. Clic aquí
  • CEAAL. Nicaragua. Comunicado Solidaridad con ONG´s en Nicaragua. Clic aquí
  • CEAAL. Encuentro de Formación Política y Asamblea Intermedia del CEAAL 2018. Clic aquí
  • CEAAL Paraguay. Argentina. “Educación popular en tiempos de cólera “. Clic aquí.
  • CEAAL. Argentina. Boletines 1, 2 y 3 del Encuentro de Formación Política y Asamblea Intermedia CEAAL. Clic aquí.
  • CEAAL. Recorridos fotográficos del Encuentro de Formación Política y Asamblea Intermedia del CEAAL 2018. Clic aquí.
  • CEAAL Argentina. Foro Educación Popular y Pedagogías Críticas. Clic aquí.
  • CEAAL. CePadeHu (CEAAL Argentina). Actividades del Grupo de Paz y Convivencia en Buenos Aires, Argentina. Clic aquí.
  • CEAAL.Presencia del CEAAL en el Primer Foro Mundial de Pensamiento Crítico Clic aquí.
  • Alba Movimientos. Argentina. Declaración de Buenos Aires: 5ta Reunión de Coordinación Continental. Clic aquí.
  • Puerto Rico. CADTM. Jornada Latinoamericana y Caribeña contra las Deudas Ilegítimas. Clic aquí.
  • CLACSO. Declaración del Grupo de Trabajo CLACSO “Crisis, respuestas y alternativas en el Gran Caribe (GTCRAGC)” en solidaridad con la movilización popular en Haití. Clic aquí.
  • CEAAL. Argentina. Ponencia en CLACSO 2018: Continuidades y adaptaciones de las derechas en América Latina y el Caribe.Clic aquí.
  • CEAAL – PLAS. Argentina. “Poderosos Territorios. Conversaciones con organizaciones sociales – Argentina”. Nuevo material en la Biblioteca virtual de Sistematización de Experiencias del PLAS-CEAAL. Clic aquí.
  • Almanaque. Brasil. Reseña sobre el libro “Educación popular y pedagogías críticas en América Latina y el Caribe”. Clic aquí.
  • CONCEPT. Puerto Rico. “Reflections on popular education in the context of Latin America and the Caribbean”, artículo de Viviana Cruz McDougall, de CEAAL Puerto Rico. Clic aquí.
  • CEAAL Ecuador. DVV Internacional. IV Encuentro Andino de Educación de Personas Jóvenes y Adultas.Clic aquí.
  • – CEAAL Honduras. La Educación Informal, artículo de Aminta Navarro. Clic aquí
  • SEMlac. Cuba. “Las mujeres no son las culpables”, artículo de Lirians Gordillo Piña. Clic aquí
  • CEAAL. Brasil. Ponencia “Desafíos de los Movimientos Sociales en América Latina y el Caribe, Nordeste y en Brasil después de la elección, una mirada desde la Educación Popular”. Clic aquí
  • FETAPE. Brasil. Carta do Nordeste sobre o Cenário Pós-eleitoral. Clic aquí
  • UPN. Colombia. Discurso de Aceptación del Título Honoris Causa de la Universidad Pedagógica Nacional como Doctor en Educación, concedido a Marco Raúl Mejía Jiménez. Clic aquí
  • DVV. La revista internacional Educación de Adultos y Desarrollo (EAD) Número 85: Papel e impacto de la educación de adultos. Clic aquí
  • EDUCA (CEAAL México). Revista El Topil 35: Nueva educación para otro México. Clic aquí
  • TEPF. Argentina. Sentencia del Tribunal Ético Feminista contra las Políticas de Explotación Capitalistas, Racistas y Patriarcales del G20. Clic aquí
  • EN1. Argentina. Débora Kozak. Siempre Presente Clic aquí
  • GCE. Boletín de diciembre de GCE – Edición de la Asamblea Mundial de la Campaña Mundial por la Educación. Clic aquí

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Confederación MRPs. XXXI Encuentro Estatal (Vélez Málaga, 2019)

XXXIMRP

“En defensa de lo públicopara un mundo más justo”

 Boletín de Inscripción

Programa (11/12/2018)

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Especializacion politicas para la igualdad en América Latina

Programa aquí.

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Ministério da Educação muda critério para eleição de Reitores de Universidades Federais

 Redaçâo Esquerda on line

Mudanças desconsideram regimentos internos das universidades e criam modelo de escolha único

Ministério da Educação lançou, no dia 10, uma nota técnica sobre lista tríplice das universidades federais (IFES), modificando o critério para nomeação de reitores pelo Presidente da República. Com a medida, regimentos internos das instituições não serão considerados para escolha. Processos acumulados em diversas instituições de ensino como eleições paritárias, universais e consultas informais à comunidade acadêmica passam a ser desconsiderados. Além disso, parte importante dos professores, assim como todos os técnicos-administrativos e estudantes, estarão impedidos de se candidatar.

Entre as mudanças estão os critérios para ocupação da vaga. Apenas docentes integrantes da Carreira de Magistério Superior e ocupantes dos cargos de professor titular e professor associado 4, ou que sejam portadores do título de doutor poderão concorrer. Dessa forma, parte importantes dos docentes ficarão de fora.

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El Topil 35: Nueva educación para otro México

Ante el nuevo contexto político que se encuentra el país, con el mando de Andrés Manuel López Obrador, una ventana de oportunidad se abre para que la educación pueda regresar a su impulso inicial humanista y producir sujetos que puedan cuestionar y transformar esta realidad que nos atraviesa en todos los ámbitos de la vida, refiere el último número de El Topil. Y es que ante las reiteradas promesas de echar abajo la Reforma Educativa y construir Nuevo Acuerdo Educativo, en Servicios para una Educación Alternativa A.C., proponemos reflexionar sobre la siguiente pregunta ¿cómo imaginamos la construcción de un nuevo acuerdo educativo que tome en cuenta nuevos enfoques pedagógicos y los múltiples y más diversos esfuerzos que se realizan en el país? Para ello, hemos invitado a conocedores del tema, desde el pedagogo Benjamín Maldonado, hasta el antropólogo Jaime Martínez Luna, pasando por la maestra Astrid Paola Chavelas, y los activistas y promotores de la educación Kiado Cruz, Oliver Fröhling y Flavia Anau. Así con reflexiones sobre los fines de la educación, nuevos enfoques educativos: derechos humanos, interculturalidad y comunalidad e inclusión, es parte de lo que ofrece la edición 35 de El Topil: Nueva Educación para Otro México.

Descarga El Topil 35: Nueva Educación para Otro México (pdf 16 pág.)

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Educación de Adultos y Desarrollo 85/2018

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Somos Profes / #SomosProfes

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Ameaças à educação básica são temas de plenária do FNPE

“O caminho é a construção de alianças. Não só da esquerda, mas de todos que lutam pela democracia”. Esse é a alternativa que José Geraldo Santana, assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), sinaliza para o enfrentamento do projeto de lei da Escola sem Partido (7.180/14). A fala abriu a segunda roda de discussão da Plenária do Fórum Nacional Popular de Educação, nesta quinta-feira (29), no auditório da CNTE, em Brasília (DF), dedicada às múltiplas agendas voltadas à destruição da Educação Básica.

De acordo com Santana, não bastam ações jurídicas para combater os retrocessos do projeto, mas é necessário o debate e a atuação conjunta com instituições como a CNBB, OAB, Ministério público e entidades estudantis.

Para fortalecer o debate, Gilmar Soares, secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), apresentou a análise da relação entre a crise no capitalismo e a educação. Por trás do conservadorismo e da negação do conhecimento propostos pelo governo eleito, segundo ele, está o medo da revelação das estruturas do capital. “Por isso o ódio pregado contra Paulo Freire e a disseminação do Ensino Domiciliar, que prega a apartação social”, explica. Nesse sentido, a CNTE defende o fortalecimento da escola pública, a articulação política nos três poderes, o fortalecimento da organização sindical e o aprimoramento da comunicação com as bases.

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